Criar quadros específicos para as mulheres dentro do PDT pode parecer para muitos uma atitude desnecessária principalmente diante das mudanças e das conquistas alcançadas nas últimas décadas.
Não se desconhece o crescimento da participação do público feminino no mercado de trabalho, nas instituições de ensino ou ainda no que se refere a ser chefe de família, vem crescendo também a proporção de núcleos familiares liderados por mulheres.
Apesar disso, quando se analisa dados relativos à violência doméstica à mulher, seja ela física ou psicológica, as estatísticas são estarrecedoras, e o que é pior, a violência na maioria das vezes está dentro de casa. Também quando se observa com mais atenção essa mulher no mercado de trabalho, fica claro que ela ainda é discriminada, recebe os menores salários e ocupa, mesmo com mais qualificação profissional, posições inferiores. Além disso, ela ainda acumula sozinha várias obrigações no ambiente doméstico: cuida da casa, dos filhos e também do marido.
A participação no meio político, então, ainda é mínima.
Diante dessa constatação, o Diretório Estadual vem estimulando a organização das mulheres pedetistas, porque, além de entender que é preciso lutar para eliminar qualquer forma de discriminação, acredita que lugar de mulher é onde ela quiser.