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Projeto de Lei pode tornar língua indígena como cooficial em municípios de todo país

Projeto de Lei pode tornar língua indígena como cooficial em municípios de todo país

Um Projeto de Lei, do Deputado Federal Dagoberto Nogueira pretende instituir a segunda língua indígena em todos os municípios brasileiros que possuem comunidades indígenas. A ideia surgiu de uma discussão durante o curso de “Pós-Graduação Latu Senso Especialização em Língua e Cultura Terena”, realizado pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

O sugestão para um Projeto de Lei foi levada ao Deputado Federal Dagoberto Nogueira pelo Núcleo de Estudos em Análise do Discurso – NEAD/UEMS. Segundo o coordenador do NED, professor Marlon Leal, as prefeituras podem contar com as Universidades, que possuem um acúmulo de pesquisas, dissertações/teses, registros, linhas de pesquisa e projetos de intervenção social, para a implantação do projeto. “Este Projeto Lei vem reconhecer e colocar as línguas dos povos originários como línguas brasileiras nativas de forma oficial não apenas enquanto existência empírica, mas oficial para/pelo/do Estado. A cooficialidade vem possibilitar a intensificação de projetos de políticas públicas de intervenção junto às comunidades, em particular, as políticas linguísticas”, explica o professor Marlon Leal.

No Brasil existem mais de 250 línguas faladas, além do português e destas 180 são indígenas.  Em Mato Grosso do Sul, temos a segunda maior população indígena e apenas um município que emprega como cooficial a língua. “Nosso país tem uma diversidade enorme, lingüística e cultural, e essa cooficialização da língua indígena em municípios que possuem comunidades das etnias vão garantir o resgate cultural e histórico para os povos. Reforçando ainda a luta contra o preconceito sofrido por anos”, ressaltou Dagoberto.

Atualmente, existem três municípios brasileiros já aprovaram leis que reconhecem as línguas indígenas como cooficiais, são eles: São João da Cachoeira, no Amazonas; Tacuru, no Mato Grosso do Sul e Bonfim, em Roraima.

O projeto encontra-se aguardando despacho do presidente da Câmara dos Deputados, para seguir para as devidas comissões.

Fonte: Emmanuelly Castro – uems.br